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domingo, 28 de outubro de 2012

 A fada continuava emburrada. Mas que criaturinha mais difícil de se dar... A noite caía às pressas, e logo a Lua apareceu, uma grande e brilhante esfera prateada, iluminando o caminho de pedras pelo qual elas seguiam. E, sem que nenhuma das duas percebesse, algo as seguia. Não era um peresteiro, como creio que vocês estejam imaginando. Mas sim, uma coisa muito pior do que eles, era uma Gadrina !!!! Hã ? O que ? Vocês não sabem o que é uma Gadrina?? Pois bem, vou explicar: Gadrinas são criaturas das trevas, com grandes narizes pontudos e verrugas por todo o rosto, e é por sua aparência que acabam por confundidas com bruxas. Porém, as Gadrinas não fazem feitiços para as pessoas, elas fazem feitiços com as pessoas. Suponhamos que você fosse capturado por uma gadrina. Ela trituraria seus ossos e rancaria sua pele. Faria uma fogueira no alto da montanha mais alta que encontrasse e falaria palavras se nexo, até que você - ou o que sobrasse de você - virasse uma gosma dê aparência esverdeda e que se asselha á uma meleca. A gadrina colocaria você em um frasco com uma etiqueta e depois o guardaria em uma estante até a hora certa de usá-lo... Acho que é melhor deixar o resto para depois, a elfo e a fada estão cada vez mais em perigo. Como sempre a fada foi a primeira a dizer que estava cansada:

- Oras, meus delicados pézinhos não suportariam nem mais um passo. - Sentou-se, recostada em um tronco de baobá próximo.

- Deixe de frescura, D'angel, vamos, precisamos seguir caminho. - V'dith disse puxando-a pelos braços.

- Aff! - D'angel se levantou de mal humor, e juntas, elas continuaram, sempre seguidas de perto pela maldosa Gadrina.


(Por D'angel )


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Eles caminharam durante muitas horas. Meus pés estavam doendo excessivamente, como se tivesse acabado de escalar o Monte Everest. Até que num momento onde eu achei que se caminhasse por mais 5 segundos desmaiaria, eles pararam na frente de um tronco de árvore oco e arrancaram a tampa: − Como está, orelhinha? − murmurou num tom debochado.
− Bem aqui. − disse V’dith bem atrás do peresteiro asqueroso apontando uma flecha para sua cabeça.
− Calminha querida! O Mestre Medonho, já vai chegar! − disse o peresteiro amedrontado.
− Não pretendo esperar por ele! Agora... Solte a Fada, Monte de Meleca. − ordenou.
O Peresteiro deu alguns passos e parou na frente de outro tronco oco e então o abriu. Uma Fada com asas um pouco opacas saiu de lá radiante:
− Enfim, livre... − disse com um sorriso estampado no rosto, sua expressão logo ficou séria depois de ver V’dith com a flecha na cabeça do peresteiro.
− Então você é minha salvadora! − exclamou − Bom, eu esperava que fosse o Príncipe Bruno, mas é bom te ver, Srtª Elfo. −
− Bom te ver também, fada − disse a outra batendo com uma pedra na cabeça do peresteiro e ele caiu no chão inconsciente −, mas meu nome é Victorie, ou... −
− V’dith. − completou a fada − Já ouvi falar de você... Vive aprontando com minhas amiguinhas fadas. − disse cruzando os braços. − A propósito, meu nome é Dalhia, mas me chame de D’angel − disse rodopiando.
− Olha, eu detesto incomodar, mas não temos muito tempo para suas piruetas toscas, temos que voltar para casa e reunir o rei e rainha da Terra do Elfos e da Terra das Fadas. − murmurou empurrando o corpo do peresteiro para trás das árvores.
− Certo, então vamos lá... − murmurou a fada levando vôo.
− Ei, espera! − gritou V’dith − Nós vamos andando. −
A Fada arregalou os olhos: − Ah só porque você não pode voar?! Não fica assim não, eu te levo. − disse já segurando a outra.
− NÃO! − gritou a elfo mais alto. − Não é isso! É que os peresteiros não podem nos ver.
− Então, como nós vamos? − questionou.
− Andando, oras. − disse a elfo já começando andar. A fadinha bufou e saiu andando raivosa atrás da garota elfo...

(Por V’dith)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Acho que nunca pensei que ficaria tão apavorado em toda a minha vida. Os Peresteiros eram mais horríveis do que eu podia imaginar. Por favor, pense em bichos baixinhos, corcundas, com pequenos chifres pontudos na cabeça, dentes tortos e muito amarelos, e meio que marrons - avermelhados, então, os Peresteiros são muito pior que estes, e só te dou um pequeno conselho, nunca, jamais, fale esses nomes em voz alta... Porque se um Peresteiro aparecer não diga que eu não avisei.
Voltando ao que interessa − realmente, eu não acho que vocês saibam como é um Peresteiro, é algo muito interessante − , eu vi a D'angel, ou pelo menos achei que era ela, mas que elas são parecidas são, a pobre fada, chorava desesperadamente pela sua amiga que, supostamente, estava morta, mas eu sabia que ela não estava, nem ela, nem V'dith. E como eu sabia disso? Bem é que eu sou  uma pessoa muito esperta − e bisbilhoteira. Decidi escutar a conversa dos Peresteiros, e o que eu ouvi foi:
- Aquela fadinha sem graça está mentido, é claro que ela sabe onde está o final da linha - Falou o mais medonho de todos.
- Então vamos torturá-la até a morte, quem sabe assim ela conta - Disse um que era rechonchudo.
- Seu imbecíl, se a matarmos, aí é que ela não contna mesmo - Retornou o medonho, dando um peteleco no pé do ouvido do rechonchudo.
- Desculpe Medonho Grandão, não falo mais besteiras. Prometo. - O gordinho falou abaixando a cabeça
- Mas, e aquela elfo intrometida? Será que ela sabe de alguma coisa? - Dessa vez, quem falou foi um que tinha os dentes mais tortos que uma pessoa − ou um Ser − pode ter.
- É por isso que estamos aqui, vamos encontrar a elfo e aprisioná-la também. Avante meus soldados -
Foi a última fala de Medonho Grandão. Assim, eles partiram e eu fui atrás, sem saber exatamente para onde ou porque.

(Por D'angel)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Arregalei os olhos, isso não era possível! Peresteiros em geral não costumavam vagar pelos territórios neutros, em plena luz do dia. Era arriscado, não só para os seres que moravam nesses territórios como também para eles que tinham a pele muito sensível, de modo que poderia derreter há qualquer momento devido ao sol escaldante dos Territórios de elfos e fadas.
Escondi-me atrás de uma rocha bastante grande e concentrei-me em controlar a respiração para que não acabasse sem pescoço. Afinal, Peresteiros eram seres muito ruins, seres que não pareciam ter coração e se eles não tinham coração, quem dirá alma, não é mesmo?
Observei o vácuo tentando esquecer que eles estavam ali, mas era muito difícil... E foi nesse momento que uma idéia passou pela cabeça e se eu estivesse certo muita coisa estava em jogo!

(Por V'dith)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Bem, passei as últimas três semanas tentando descobrir onde D'angel poderia estar e até agora... Nada. O pior de tudo é que eu nunca mas vi nenhuma das duas, nem a Libélula, nem a Fadinha.
Não aconteceu muitas coisas aqui, ninguém passou pelo meu esconderijo, a não ser a Hinina - que pelo fato de andar sempre em direção ao Norte, vive andando em círculos - e também de um passarinho verde ( estou falando sério), que me trouxe a seguinte notícia:

Aquilo que acima de vós está
aos poucos irá definhar
Muitos amigos e Encrenqueiros
Disfarçados de Peresteiros
Terás que pensar constantemente
Até que possa ajudar a gente
Para essa charada ser decifrada
Assim, libertando-vós da Terra encantada
Mas em nenhum momento pode se esquecer
De tudo isso recitar e escrever



Como sou uma pessoa muito esperta, quase consegui decifrar o enigma, mas foi quase. Entendi que as borboletas aos poucos iriam enfraquecer, que iria aparecer algum peresteiro disfarçado de amigo, eu teria que ajudar os moradores de Fellmer e decifrar a charada para poder sair finalmente daqui.
Não tenho certeza se está certo, mas gosto de acreditar que sim, faz meus problemas parecerem menores que são... Ah, essa não! Estou ouvindo passos, acho melhor parar por aqui... Até outro dia ser ''Fellmerino'' ou então ''Ser super legal que acabou de descobrir Fellmer ''!!!

(Por D'angel)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sabe, às vezes é complicado ser um espião em Fellmer! As coisas aqui acontecem muito rápido! Parece que o Sr. Relógio é meio apressado, por pouco que a V'dith não me encontra e ai... Eu nem sei o que seria de mim!
Mas voltando a história que é o que interessa...
Depois de conseguir fugir de V'dith e do coelhinho me escondi em alguns arbustos que encontrei ali perto, mas não pense que foi fácil, pois os coelhos tem o olfato muito aguçado e por pouco eles não me acharam - mais uma vez. Outro problema é que eu não podia nem respirar, pois qualquer barulho alertaria V'dith com aquelas orelhonas dela, mas graças a Deus e aos deuses consegui ficar bem quietinho (a), pois já havia ficado bastante próximo de um elfo uma vez e tive que me virar.



Fui seguindo os dois por entre as folhagens e como por ali existem muitos animais V'dith não desconfiou de nenhum barulho que eu possa ter causado. Sorte minha que ela não se transformou em Libélula, senão eu teria perdido minha pequena excursão.
O Pequeno Pelúcia apurou o olfato - o que foi bastante prejudicial para mim porque muitas vezes ele vinha na minha direção - e começou a rastrear o caminho por onde D'angel deveria ter passado:
- Querido Pelúcia, por que é mesmo que estou procurando D'angel? - perguntou V'dith soltando ar - Ela é tão metida a realeza! -
"Porque Menina azulinha tem bom coração" respondeu Pelúcia, e eu já sei o que está pensando.
Como estou entendendo o que o coelho está falando? Simples, depois que vim para Fellmer dediquei-me a aprender o idioma da maioria dos animais - e sim é possível aprender o idioma deles.

(Por V'dith)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mas, voltando ao que realmente interessa, será que ela sabia onde D'angel estava? Bom, eu nunca havia visto elas duas juntas, mas do jeito que as coisas são vai saber, não é?
Um coelhinho totalmente branco parou na sua frente e começou e tentar ficar de pé, como se quisesse se comunicar com ela:
− O que foi pequeno coelhinho? − Podia ouvir sua voz delicada como um pouso de libélula
''Iik, iik, iik'' Era a única coisa que o pobre ser conseguia falar, mas V'dith não tinha aquelas orelhas enormes − sem ofensas, por favor − só de enfeite, elas serviam para muitas coisas, inclusive para ouvir animais, só havia um pequeno problema... Não eram todos os tipos de animais que ela podia ouvir e mais um detalhe, eu sabia que ela nunca havia tentado com coelhos... Bom então essa era a hora:
− Vamos lá − Falou consigo mesma − Pode falar
E foi aí, como um passe de mágica que os ''iiks'' se transformaram em palavras reais que ela podia entender perfeitamente, inclusive que ele ainda era muito novinho e não sabia falar direito, mas as palavras soavam com algo tipo
''Ela não está aqui, eles pegaram ela, ela está com medinho, Pelúcia também está com medinho, Menina azulinha ajuda a Menina roxinha e ajuda Pelúcia também'' 
O pobre Pelúcia − que era o nome do coelhinho − estava totalmente sem saber o que fazer, afinal será que a Menina Roxinha a quem ela se referia era D'angel? Isso eu já iria descobrir... Ou talvez não. Eles vieram andando até o meu esconderijo secreto, eu tinha menos que alguns segundos para sair dali... Ainda bem que deu tempo, UFA!!!

(Por D'angel)