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sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Eles caminharam durante muitas horas. Meus pés estavam doendo excessivamente, como se tivesse acabado de escalar o Monte Everest. Até que num momento onde eu achei que se caminhasse por mais 5 segundos desmaiaria, eles pararam na frente de um tronco de árvore oco e arrancaram a tampa: − Como está, orelhinha? − murmurou num tom debochado.
− Bem aqui. − disse V’dith bem atrás do peresteiro asqueroso apontando uma flecha para sua cabeça.
− Calminha querida! O Mestre Medonho, já vai chegar! − disse o peresteiro amedrontado.
− Não pretendo esperar por ele! Agora... Solte a Fada, Monte de Meleca. − ordenou.
O Peresteiro deu alguns passos e parou na frente de outro tronco oco e então o abriu. Uma Fada com asas um pouco opacas saiu de lá radiante:
− Enfim, livre... − disse com um sorriso estampado no rosto, sua expressão logo ficou séria depois de ver V’dith com a flecha na cabeça do peresteiro.
− Então você é minha salvadora! − exclamou − Bom, eu esperava que fosse o Príncipe Bruno, mas é bom te ver, Srtª Elfo. −
− Bom te ver também, fada − disse a outra batendo com uma pedra na cabeça do peresteiro e ele caiu no chão inconsciente −, mas meu nome é Victorie, ou... −
− V’dith. − completou a fada − Já ouvi falar de você... Vive aprontando com minhas amiguinhas fadas. − disse cruzando os braços. − A propósito, meu nome é Dalhia, mas me chame de D’angel − disse rodopiando.
− Olha, eu detesto incomodar, mas não temos muito tempo para suas piruetas toscas, temos que voltar para casa e reunir o rei e rainha da Terra do Elfos e da Terra das Fadas. − murmurou empurrando o corpo do peresteiro para trás das árvores.
− Certo, então vamos lá... − murmurou a fada levando vôo.
− Ei, espera! − gritou V’dith − Nós vamos andando. −
A Fada arregalou os olhos: − Ah só porque você não pode voar?! Não fica assim não, eu te levo. − disse já segurando a outra.
− NÃO! − gritou a elfo mais alto. − Não é isso! É que os peresteiros não podem nos ver.
− Então, como nós vamos? − questionou.
− Andando, oras. − disse a elfo já começando andar. A fadinha bufou e saiu andando raivosa atrás da garota elfo...

(Por V’dith)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Acho que nunca pensei que ficaria tão apavorado em toda a minha vida. Os Peresteiros eram mais horríveis do que eu podia imaginar. Por favor, pense em bichos baixinhos, corcundas, com pequenos chifres pontudos na cabeça, dentes tortos e muito amarelos, e meio que marrons - avermelhados, então, os Peresteiros são muito pior que estes, e só te dou um pequeno conselho, nunca, jamais, fale esses nomes em voz alta... Porque se um Peresteiro aparecer não diga que eu não avisei.
Voltando ao que interessa − realmente, eu não acho que vocês saibam como é um Peresteiro, é algo muito interessante − , eu vi a D'angel, ou pelo menos achei que era ela, mas que elas são parecidas são, a pobre fada, chorava desesperadamente pela sua amiga que, supostamente, estava morta, mas eu sabia que ela não estava, nem ela, nem V'dith. E como eu sabia disso? Bem é que eu sou  uma pessoa muito esperta − e bisbilhoteira. Decidi escutar a conversa dos Peresteiros, e o que eu ouvi foi:
- Aquela fadinha sem graça está mentido, é claro que ela sabe onde está o final da linha - Falou o mais medonho de todos.
- Então vamos torturá-la até a morte, quem sabe assim ela conta - Disse um que era rechonchudo.
- Seu imbecíl, se a matarmos, aí é que ela não contna mesmo - Retornou o medonho, dando um peteleco no pé do ouvido do rechonchudo.
- Desculpe Medonho Grandão, não falo mais besteiras. Prometo. - O gordinho falou abaixando a cabeça
- Mas, e aquela elfo intrometida? Será que ela sabe de alguma coisa? - Dessa vez, quem falou foi um que tinha os dentes mais tortos que uma pessoa − ou um Ser − pode ter.
- É por isso que estamos aqui, vamos encontrar a elfo e aprisioná-la também. Avante meus soldados -
Foi a última fala de Medonho Grandão. Assim, eles partiram e eu fui atrás, sem saber exatamente para onde ou porque.

(Por D'angel)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Arregalei os olhos, isso não era possível! Peresteiros em geral não costumavam vagar pelos territórios neutros, em plena luz do dia. Era arriscado, não só para os seres que moravam nesses territórios como também para eles que tinham a pele muito sensível, de modo que poderia derreter há qualquer momento devido ao sol escaldante dos Territórios de elfos e fadas.
Escondi-me atrás de uma rocha bastante grande e concentrei-me em controlar a respiração para que não acabasse sem pescoço. Afinal, Peresteiros eram seres muito ruins, seres que não pareciam ter coração e se eles não tinham coração, quem dirá alma, não é mesmo?
Observei o vácuo tentando esquecer que eles estavam ali, mas era muito difícil... E foi nesse momento que uma idéia passou pela cabeça e se eu estivesse certo muita coisa estava em jogo!

(Por V'dith)